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Saúde

Lula anuncia medidas para enfrentar a crise sanitária e alimentar do povo Yanomami

Governo afirma ter reduzido número de garimpos e de fome na Terra Yanomami
Um dos problemas mais graves detectados em 2023 foi o alto grau de desnutrição entre os índios Yanomami, vitimando principalmente as crianças

Crianças e idosos são as maiores vítimas da desnutrição já experimentada pelos indígenas agravada no governo passado

Por Eduardo Gomes/Agências

Presidente Lula esteve na Casai em Boa Vista onde várias crianças estão internadas com grave quadro de desnutrição(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Envio de cestas básicas e suplementos alimentares, implantação de hospital de campanha, contratação de mais médicos, através do programa Mais Médicos, implantação de plantão médicos nas aldeias e o envio da Força Nacional do SUS. Estas são algumas medidas anunciadas pelo Governo Federal, após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste sábado na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) em Boa Vista. No local, o presidente constatou a gravíssima situação de saúde dos índios Yanomami que sofrem grave processo de desnutrição.

Em entrevista após visitar a Casai, o Presidente afirmou que vai acabar com o garimpo em terras indígenas Yanomami e prometeu retornar à Roraima para participar de uma assembleia indígena na região da Raposa Serra do Sol.

Na sexta-feira, o Ministério da Saúde decretou “Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional”, após equipe do Ministério enviada ao local. A equipe constatou problemas graves de saúde entre a população, acometida de uma severa desnutrição, malária, verrminose e infecções respiratórias como tuberculose e pneumonia.

Segundo entidades que atuam na assistência à Saúde dos Yanomami, nos últimos quatro anos, período do governo do ex-presidente Bolsonaro, hoje refugiado na Flórida (EUA) morreram mais de 500 crianças vítimas de desnutrição e doenças respiratórias. Somente em 2022, faleceram 99 crianças.

Segundo o relatório “Yanomami sob ataque”, produzido pelas Associações Yanomami Hutukara e Wanasseduume Ye’Kwana, com apoio do Instituto Socioambiental, 79,3% das crianças de até cinco anos na região de Arathau, apresentavam peso baixo ou muito baixo.

Em entrevista à BBC Brasil, o médico especialista em doenças tropicais, André Siqueira presente na região, diz ter testemunhado “a pior situação de saúde e humanitária” que já viu.

Um dos fatos agravantes é a presença de garimpeiros ilegais em terras indígenas. Estima-se que 20 mil estejam atuando dentro e nas cercanias das áreas indígenas. O contato dos garimpeiros com os indígenas contribui para a disseminação de doenças, além de poluir os rios com o uso de mercúrio.

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