Manaus (AM) ─ Representando o governador Roberto Cidade, o secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Anézio Paiva, participou, nesta segunda-feira (18/05), do lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado: Amazônia. Durante o encontro, que reuniu autoridades da Segurança Pública nacional, Paiva destacou o trabalho integrado das Forças de Segurança do Estado e o fortalecimento das ações de combate à criminalidade em todo o território amazonense.
“O Estado do Amazonas já está inserido nesse programa. Lançamos mais de 420 operadores de segurança pública nos 61 municípios do estado, fortalecendo a presença da segurança em todo o Amazonas. É de forma integrada, com tecnologia e, principalmente, inteligência, que vamos combater o crime organizado na nossa região amazônica”, destacou o secretário.
O programa é uma iniciativa do Governo Federal para o enfrentamento integrado das organizações criminosas na região amazônica. O lançamento foi realizado no Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI), localizado no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus.
Entre as autoridades presentes estavam os ministros da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Wellington César Lima e Silva, e dos Povos Indígenas, Eloy Terena., e dos Povos Indígenas, Eloy Terena.

“Temos a absoluta convicção de que este plano agrega valor em relação a outras iniciativas, na medida em que consolida diferentes ações. Entendemos que a integração das polícias inaugura um período nunca antes experimentado, e a combinação desses fatores traz um diferencial importante para o plano, que temos certeza de que dará certo”, destacou o ministro da Justiça, Wellington Silva.
Durante a cerimônia, também foi lançado o programa Território Seguro: Amazônia Soberana, integrado ao Brasil Contra o Crime Organizado. A iniciativa cria uma frente de atuação para a prevenção, acesso a direitos, inclusão socioprodutiva e fortalecimento de alternativas econômicas lícitas, especialmente em territórios indígenas e periferias urbanas.
Combate
O Amazonas passou a integrar o programa no dia 11 de maio, com o lançamento da segunda fase da Operação Segurança Presente. A ação enviou mais de 420 agentes de segurança para os 61 municípios do interior, reforçando o combate ao narcotráfico, crimes ambientais, violência contra crianças e adolescentes, feminicídios e homicídios, além de fortalecer ações preventivas.
A iniciativa marca uma nova fase da política de segurança pública do Estado. A primeira etapa reforçou o policiamento ostensivo em Manaus. A atuação integrada reúne efetivos da SSP-AM, Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) e Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM).
Ações do Estado
O Amazonas é referência nacional na integração das Forças de Segurança e no combate ao crime organizado na região Norte. Desde 2019, o estado investiu mais de R$ 1,6 bilhão em segurança pública, possibilitando a ampliação do efetivo, aquisição de novos equipamentos, implantação de cinco Bases Fluviais Integradas e investimentos em inteligência e tecnologia.
As ações da segurança pública no Amazonas avançaram com reforço operacional terrestre, aéreo e fluvial. O estado já executa medidas alinhadas ao programa federal, especialmente em áreas de fronteira, divisas e no combate aos crimes ambientais.
Os investimentos e ações integradas têm contribuído para reduções históricas nos indicadores criminais, além do aumento da produtividade das forças de segurança, principalmente nas apreensões de drogas e prisões de narcotraficantes.
Entre os resultados destacam-se a números alcançados pelo Amazonas no primeiro quadrimestre de 2026, quando manteve redução dos homicídios e Manaus registrou queda de 18%. Além disso, os crimes contra o patrimônio mantiveram, também, a tendência de queda, com menos 32% nos roubos de veículo, 47% nos roubos de celulares, 74% nos roubos ao transporte coletivos. No mesmo período, foram apreendidas mais de 24 toneladas de drogas e mais de 1,3 mil mandados de prisão cumpridos.




