PANAVUEIRO AZULADO

Com o gigantismo do Boi de Rua do Caprichoso, Parintins mergulhou no clima de festa do 59º Festival Folclórico

Milhares de torcedores ocuparam a Avenida Amazonas em um dos maiores eventos protagonizados pelo Bumbá da Francesa

A imagem retrata o ápice do movimento cultural popular nas vias urbanas da Ilha de Parintins durante a noite. Uma imensa onda de pessoas vestidas com camisas azuis e brancas ocupa totalmente a extensão de uma grande avenida iluminada. No centro do cortejo, destaca-se a figura alegórica do Boi Caprichoso, com sua pelagem preta e a icônica estrela azul na testa, sendo erguido e dançado coreograficamente no meio do povo. Ao redor do bumbá, há um pequeno boizinho em miniatura conduzido por uma criança, simbolizando a continuidade da brincadeira. Ao fundo, a Marujada de Guerra sustenta seus instrumentos de percussão, enquanto um trio elétrico de pequeno porte ilumina a cena com feixes de luz colorida. Nas laterais da via, moradores locais observam o espetáculo sentados em cadeiras nas calçadas de suas residências. Bandeiras hasteadas com as cores do bumbá tremulam alto, cortando o céu noturno da cidade. O cenário transmite uma atmosfera vibrante de celebração coletiva, devoção folclórica, forte calor humano e profunda identidade cultural amazônica.
Parintins viveu nesta noite de sábado e madrugada de domingo um dos maiores Boi de Rua
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Parintins (AM) ─ A seis dias do Festival Folclórico de Parintins, uma multidão de torcedores do Boi Bumbá Caprichoso, das cores azul e branco, brincou de boi na noite deste sábado (20/06) e na madrugada deste domingo. A festa reuniu integrantes da Marujada de Guerra, itens oficiais, visitantes e torcida oficial. Além disso, centenas de visitantes desembarcaram em Parintins ao longo do dia. Essa combinação protagonizou um dos maiores Boi de Rua realizados pela nação azulada.

Encontro de gerações: Boizinho com o neto de Luiz Pereira recebe o boi Caprichoso na Cordovil

A festa teve início com dois pontos de concentração dos torcedores azulados. O primeiro, na esquina da Rua Nhamundá com a Avenida José Esteves, onde está localizado o bar “Canto da Porrada”, um reduto de torcedores do Caprichoso. O segundo ponto de concentração foi na esquina da Rua Rio Branco, considerada berço do Caprichoso, com a Avenida Amazonas, uma das principais avenidas da cidade.

Os torcedores brincaram de boi ao longo de um percurso de pouco mais de dois quilômetros. Eles saíram da concentração na Avenida José Esteves e seguiram pela Avenida Amazonas e Rua Cordovil. O trajeto terminou na Avenida Nações Unidas, onde fica o bumbódromo.

Já passavam das 22 horas de sábado quando foi dada a largada do cortejo, primeiro com os torcedores concentrados no “Canto da Porrada”. Na Avenida Amazonas, juntaram-se a uma multidão já reunida, com o apoio da Marujada de Guerra e com apoio do pequeno trio com toadeiros, além do Amo do Boi, Caetano Medeiros, cantando antigas e novas toadas.

O clima era de festa e descontração, como protagonizou o presidente do Caprichoso, Rossy Amoedo, que ensaiou tocar um surdo ainda na concentração. O prefeito Mateus Assayag se juntou à multidão. Torcedor do Caprichoso, o prefeito acompanhou o cortejo.

Ao longo do percurso, dezenas de famílias instalaram cadeiras na calçada, acompanhadas de amigos, para assistir à passagem do gigantesco cortejo.

POLÍTICA

Boi de Rua serviu também de pano de fundo para os pretensos candidatos à presidência do Caprichoso. Márcio Azevedo, Diego Mascarenhas e Carmona Oliveira, marcaram presença com bandeiras e cabos eleitorais trajando camisas de campanha.

Outra que marcou presença no Boi de Rua foi a deputada estadual Mayara Dias, candidata à reeleição, acompanhada do marido, o ex-prefeito Bi Garcia.

Já pouco depois de uma hora da madrugada de domingo, o Boi Caprichoso cumpriu um rito já tradicional do Boi de Rua: a de dançar no terreiro de um dos donos do boi, o falecido Luiz Teixeira. O boi, conduzido pelo tripa Edson Jr., primo do tripa oficial Alexandre Azevedo, dançou com o boizinho e seu tripinha, o menino Iano Silva, de apenas quatro anos, evoluindo com muita desenvoltura para uma criança de sua idade. Iano é um dos netos de Luiz Pereira e era acompanhado e orientado pelo seu pai, Carlo Rui Silva Santos, 54 anos. Após a dança no terreiro, o Boi e o Boizinho foram dançar na varanda da casa de Carlos Rui, diante de um retrato de Luiz Pereira, numa clara demonstração de que a brincadeira de boi em Parintins passa por gerações.

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