O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), é alvo do (PF (Ministério Público Federal) após entrevista ao jornal Folha de São Paulo, por falas discriminatórias em relação aos índios Yanomami. Na entrevista Denarium que é defensor dos garimpeiros e uso de mercúrio para extração do ouro, promovendo grave poluição no meio ambiente, disse que os índios deviam “se aculturar” e que “não podem ficar mais no meio da mata, parecendo bicho”. O governador por meio da assessoria afirmou que a sua fala na entrevista foi tirada do contexto.
Segundo o procurador federal Alisson Marugal, as declarações do governador “além de ofender a imagem coletiva dos Yanomami, rotulando-os como “bichos”, “expressam a opinião depreciativa que implica, ao que parece, a conclusão de que os povos indígenas não podem viver seu modo de vida tradicional”.

A Hutukara Associação Yanomami divulgou nota repudiando a fala do governador. “Falas desse tom denunciam o grau de discriminação e preconceitos a que o povo Yanomami estão sujeitos. Nossos modos de vida nos são negados como se fossemos primitivos, incapazes, inumanos. Longe de limitar-se ao discurso político, esse pensamento se refletiu em política de tendência genocida que foram implementadas sistematicamente nos últimos anos para inviabilizar a manutenção de vida dos Yanomami. Facilitar a entrada de milhares de garimpeiros em nossas terras indígenas e desorganizar a assistência à saúde básica são as consequências direta desta noção preconceituosa que o governador Denarium compartilha”, dis um dos trechos da nota.
Bolsonarista e defensor de garimpos, Antonio Denarium foi reeleito para o segundo mandato. O governador várias leis para o incentivo do garimpo ilegal no Estado. Dentre as leis sancionadas, a lei que autorizava o funcionamento de garimpos e uso de mercúrio; a que proibia a destruição de equipamentos apreendidos em operações ambientais no Estado. Ambas as leis foram declaradas inconstitucionais pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Em sua campanha à reeleição, Antônio Denarium recebeu doação do empresário Milton Steagall, dono da Brasil Bio Fuels, que possui histórico de conflito com indígenas no Pará. (com informações de Agências)