Tambores do Caprichoso voltam a rufar abrindo temporada bovina para o 56º. Festival Folclórico de Parintins

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Curral Zeca Xibelão abriu sua porteira para o primeiro ensaio da Marujada de Guerra com a presença expressiva do público azulado dando início a temporada de 2023 em busca do bicampeonato

As dependências do curral Zeca Xibelão receberam um público expressivo para ouvir, assistir as apresentações e dançar ao som de toadas dando partida para o período de ensaios da Marujada e ensaios show como preparativos do festival

Marquinhos Azevedo que já deixou a função de tripa do Boi Caprichoso faz o boi evoluir no primeiro ensaio do Boi Bumbá Caprihoso

Parintins (AM) – Após intervalo de oito meses do festival folclórico de 2022, os tambores do Boi Bumbá Caprichoso, campeão do ano passado, voltaram a ecoar no bairro de Palmares a partir do curral Zeca Xibelão. O primeiro ensaio realizado na noite deste sábado atraiu um número expressivo de torcedores, brincantes, artistas, dançarinos na quadra em clima de festa. Durante o ensaio o público presente ouviu oito, das 16 toadas selecionadas que em tese serão utilizadas nas três noites de disputa do festival com o tema “O brado do povo guerreiro”.

Mais do que o ensaio, o evento serviu para encontros e reencontros entre os azulados para mais uma temporada bovina de 2023.

Júnior Paulain brinca com o boi mirim uma das atrações do primeiro ensaio da Marujada

Iniciado pouco depois das 20 horas, o evento foi dividido em duas partes. Sob a regência de Márcio Cardoso, a Marujada de Guerra e a Banda Caprichoso, executaram uma série de toadas antológicas, hits do Boi Caprichoso nos últimos 30 anos. Dentre elas “Amazonas nas cores do Brasil” de 2019 e “Canto da Mata” de 1996, esta última eternizada na voz do maior ídolo do Caprichoso, Arlindo Júnior, falecido em 2019. Os levantadores Caetano Medeiros, Diego Brelaz, Victor Sheipe, Júnior Paulain e Edmundo Oran se revezaram nas intepretações da toada.

Na segunda parte foi a audição das oito toadas, “A Força do Tambor” (Caetano Medeiros, Arlen Barbosa, Sinny Lopes), “Brasil, Terra Indígena” (Gerlean Brasil, Saimon Andrade, Kássia Muniz), “Suraras do Beiradão” (Caetano Medeiros, Rodrigo Bitar, Edmundo Oran), “Luzeiro da Paixão” (Guto Kawakami, Gabriel Moraes, João Leão), “Consagração do Guerreiro” (Adriano Aguiar, Kaic Melo, Paulo Sérgio), “Tambores da Resistência” (Geovane Bastos, Ligiane Gaspar, Malheiros Jr.), “Estrela da Evolução” (Bené Siqueira) e “Caprichoso, toda forma de amor” (Igor Medeiros, Ericky Nakanome).

A pequena Luane, de um ano de idade já mostra intimidade com a brincadeira de boi-bumbá sem se intimidar com o touro negro de Palmares

Os ensaios por outro lado servem para muitos sair da rotina, exercer o lazer e convívio social tendo o boi como pretexto. Em ambiente socialmente seguro, pais levam seus filhos para o curral onde as crianças interagem com a brincadeira de boi-bumbá. É o caso de Lauane que com apenas um ano de idade está bem familiarizada com o boi, sempre com o olhar atento dos pais.

Presidente Jender Lobato em discurso acompanhado pelo apresentador substituto Marcos Felipe, diretor de Arena Edwan Oliveira, presidente do Conselho de Arte Erick Nakanome e o vice-presidente Karu Carvalho.

O presidente Jender Lobato acompanhou o ensaio ao lado dos integrantes do Conselho de Arte. “Nosso desafio é fazer um boi maior e mais bonito. Fazer um dos mais belos festival” disse. “Vamos fazer a maior temporada do Boi Caprichoso”, emendou. O mesmo otimismo compartilhou o presidente do Conselho de Arte Erick Nakanome.

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