Bloco As Panteras é campeã no desfile de domingo e Rubro Negro conquista seu sétimo título e sagra-se bicampeão
Parintins (AM) ─ O bloco da Chave Especial Rubro Negro conquistou o bicampeonato de sua chave no Carnailha 2026. O bloco conquistou o título deste ano após vencer o bloco Unidos do Itaúna pelo critério de desempate já que ambos obtiveram 199,60 pontos. O bloco vermelho e branco venceu no quesito Comissão de Frente, consagrando campeão. A apuração foi realizada na tarde desta quarta-feira de Cinzas no circuito Carnailha. Já a apuração da Chave Irreverentes que desfilou no domingo, o bloco Pantera Cor de Rosa foi o vencedor. A apuração foi presidida pelo presidente da Comissão Julgadora Rafael Assayag.
CHAVE IRREVERENTES
A apuração do desfile foi aberta com os sete blocos da Chave Irreverentes. O bloco as Panteras Cor de Rosa com o enredo “Gabi Guarani: guerreira da diversidade”, homenageando a dançarina Gabi Guarani da comunidade LGBTQIAPN+ foi o grande vencedor recebendo 120 pontos.
O vice-campeão, terceiro e quarta colocação foi definido pelo critério de desempate entre os Belezuras, Chitara da Chapada e os Piratas. Os três obtiveram dos jurados 119,4 pontos. Seguindo o regulamento, o primeiro critério de desempate foi através do sorteio dos quesitos de julgamento. Os belezuras conquistaram o segundo lugar no quesito Rainha. Já o quesito Comissão de Frente deu para a Chitara da Chapada a terceira colocação, o que desagradou seus dirigentes ficando os Piratas com a quarta colocação.

“Não temos como segurar quanto a emoção e o Bloco Pantera Cor de Rosa foi isso. Foi emoção, foi uma coisa assim surreal. Eu, enquanto presidente mulher, tenho meu coletivo de mulheres que estiveram trabalhando incansavelmente comigo. Então, assim, não duvidem da força de uma mulher. Nós somos detalhistas, nós somos aquelas que briga, que vai pra cima, pega de chata. Mas, é isso, nós tínhamos um propósito”, conta emocionada a presidente do Pantera, Vanessa Aguiar.
CHAVE ESPECIAL
Na Chave Especial, o bloco Rubro Negro com o enredo “Guerra na Mundurukânia: Mura x Munduruku” conquistou o título também pelo critério de desempate. O bloco empatou com o Unidos do Itaúna que contou a história do próprio bairro com o enredo “Itaúna e suas histórias” recebendo cada um 199,6 pontos. Pelo critério de desempate o Rubro Negro sagrou-se bicampeão com as notas atribuídas para a Comissão de Frente recebendo 40,0 enquanto o Unidos do Itaúna recebeu nota 39,9 pontos, na segunda colocação, ficando na terceira colocação o bloco FAX com 199,40 pontos, seguido do Bad Boy (4° lugar – 199,3 pontos), Os Metralhas (5° – 198,8 pontos) e Império dos Palmares (6° – 198 pontos).

“A satisfação é muito grande. A gente é bicampeão do Carnailha. Os jurados entenderam que nós viemos com a melhor proposta. Então, merecidamente, o Rubro Negro, graças a Deus, nós fomos campeões porque a gente merecia”, declarou o presidente, Jailson Rodrigues, cujo bloco coleciona agora sete títulos, dos quais três bicampeonatos.
Foram julgados os quesitos Comissão de Frente, Rainha, Evolução e Harmonia, Ala Tururi e Samba Enredo. Atuaram como jurados André Duarte – doutor em Artes da Cena e mestre em Letras e Artes; Raíssa Costa – doutora em Artes da Cena e mestranda em Letras e Artes; Rodrigo Picanço – dançarino e coreografo, com atuação destacada na dança de salão no Norte do Brasil; e Marquinhos Negritude – compositor e artista do Carnaval de Manaus, com múltiplos títulos.
MUDANÇAS
O Carnailha deste ano sofreu mudanças por sugestão do prefeito Mateus Assayag. A principal foi a vinda de jurados de outras cidades. Em relação à premiação, o Prefeito, além dos troféus, decidiu incluir a premiação em dinheiro aos três primeiros colocados.
