Nove quadrilhas abrem oficialmente o 55º. Festival Folclórico de Parintins

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Quadrilha Fogueira na Roça da Comunidade do Parananema trouxe a bandeira da preservação na primeira noite das quadrilhas.

Na arena improvisada no estacionamento no lado azul da Praça dos Bois recebeu oito quadrilhas das chaves A e B após dois anos

Fotos: Eduardo Gomes

A resistência dos folguedos juninos voltou com a abertura oficial do 55º. Festival Folclórico cuja vitrine principal é a disputa entre os Bois-Bumbás Garantido e Caprichoso. Os pouco mais de 350 brincantes distribuídos nas quadrilhas das chaves A e B se apresentaram ao público, em busca do título de vencedor deste ano.

A maioria das quadrilhas são de comunidades do entorno da área urbana de Parintins. São de pessoas simples que mantém a tradição dos folguedos juninos, herdados dos pais e avós.

A abertura do 55º. Festival Folclórico coube a secretária de Cultura e Turismo Karla Viana, representando o prefeito Bi Garcia. “Estou agradecida, pois estávamos saudosos, a população estava saudosa e esse é um evento cultural importante na nossa cidade. O público compareceu na primeira noite e isso só nos mostra o quanto gostam de quadrilhas, gostam de Festival Folclórico”, afirmou diante do público.

Quadrilha Danadinhos da Roça do Caps abriu a noite das quadrilhas

Após a breve fala da secretária, entrou na arena a quadrilha Danadinhos da Roça, formada por usuários e servidores do Centro de Atenção Psicossocial Adolfo Lourido. Criada há 17 anos, a quadrilha não participa do concurso. Mesmo assim, seus brincantes esbanjam alegria, trazendo personagens típicas de quadrilhas.

PRESERVAÇÃO

A primeira a se apresentar disputando o título de campeã pela chave A, a quadrilha Fogueira na Roça, , integrada por 40 brincantes residentes na comunidade do Parananema, trouxe como tema a preservação ambiental, a partir da experiência da própria comunidade com o projeto de preservação de quelônios “Pé de Pincha”. Liderada pelo seu presidente Emanuel Lopes Salgado no papel de apresentador, a quadrilha mostrou ser bem organizada, com indumentárias bem acabadas, fazendo uma apresentação que a coloca entre as favoritas, aproveitando o tempo máximo de 30 minutos de apresentação.

Fogueira na Roça trouxe o apelo pela preservação do Meio Ambiente

“Depois de dois anos parados, sem fazer nada, na esperança que voltasse o nosso Festival. Graças a Deus a gente teve esse ano essa brincadeira e nada melhor falar da nossa preservação, porque a gente realmente precisa preservar a nossa natureza”, afirmou Emanuel Lopes.

A quadrilha Caipiras na Roça provocou atraso em sua apresentação. É que seus dirigentes não haviam cumprido com as determinações do Juizado da Infância e da Juventude em credenciar crianças, só o fazendo às pressas para poder entrar na arena.

Ainda pela chave A apresentaram-se as quadrilhas As Fofinhas na Roça e Os Tapuias na Roça diante de um público estimado em três mil pessoas.

Após dois anos as quadrilhas, tradição mantidas nas comunidades no entorno da cidade de Parintins voltaram a se apresentar

Já próximo de meia-noite teve início das apresentações das quadrilhas da chave B, Esperança na Roça da Comunidade de Boa Esperança, Explosão na Roça da comunidade do Macurany, Camponeses na Roça da comunidade do Parananema e Fogo na Roça da Comunidade do Aninga.

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