Missa marca início dos trabalhos do Caprichoso em busca do título de bicampeão

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Padre Irley Koide preside a celebração religiosa no altar montado no galpão central de alegorias do Boi Bumbá Caprichoso

Missa no galpão de alegorias reuniu dirigentes, artistas, torcedores e colaboradores do bumbá azul e branco marcando o início dos trabalhos para o boi de arena

Cerca de 300 pessoas entre dirigentes, artistas de alegorias, artesãos, marujeiros, compositores, músicos, torcedores e trabalhadores, participaram na manhã deste sábado da missa alusiva ao início dos trabalhos no galpão de alegorias do Boi Bumbá Caprichoso. A celebração religiosa foi presidida pelo pároco da paróquia de São José, Irley Koide,42, e concelebrante Antônio Benjamin, pároco da paróquia de São Sebastião, no bairro de Itaúna.  

Padre Irley Koide recebe o estandarte do Caprichoso durante a missa

A missa foi organizada pela professora Odinéia Andrade ao destacar que a entrada dos artistas no galpão com uma celebração religiosa representa um momento muito especial.

“Em todas as coisas temos que pedir a proteção, a benção de Deus. Eu acho importante quando os bois, convidam o padre para celebrar uma missa, pedindo e agradecendo a Deus, pedindo a proteção, agradecendo pelas bençãos e graças recebidas para todos os trabalhadores, diretoria e os artistas, enfim todos aqueles que se dedicam ao trabalho do boi bumbá”, afirmou o padre Irley pouco antes de iniciar a cerimônia religiosa.

O prefeito de Parintins, Bi Garcia (UB) participou da cerimônia ao lado do presidente do Boi Bumbá, Jender Lobato, em seu último ano na presidência da associação folclórica. “Pedimos cautela, proteção e bênçãos de Deus para que a gente trabalhe em paz, não tenhamos problemas e, ao mesmo tempo, que esse trabalho seja dignificado por Deus com a vitória do bicampeonato do Festival de Parintins”, disse Lobato ao final da cerimônia.

O artista Alex Salvador um dos principais alegoristas do boi-bumbá Caprichoso evidenciou a relação entre fé, dom e talento dos artesãos azulados. “A gente tem o dom, mas temos alguns problemas que muitas vezes são muitas coisas para a gente então entregamos nas mãos de Deus e Nossa Senhora do Carmo e as coisas vão se resolvendo”, comentou.

A relação entre a fé e o profano é antiga em Parintins incentivada pela Igreja Católica na década de 60 ao trazer os bumbás para os arraiás

O presidente do Conselho de Arte, Erciky Nakanome, recordou que foi a partir da relação entre a fé e arte que nasceu o Festival de Parintins. “Esse momento não é apenas simbólico, mas é uma questão de relação com a fé e tudo aquilo que a gente acredita que seja o boi”, afirmou.

O Festival de Parintins tal qual como vemos hoje, teve origem em 1965, quando o grupo de jovens da Igreja Católica, decidiram trazer os bois para se apresentarem no arraial. Eram dois os objetivos, o de trazer os bois para a festa religiosa e angariar fundos para a construção da Catedral de Nossa Senhora do Carmo em uma época em que Parintins contava com uma população de aproximadamente de 30 mil habitantes.

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