Na noite deste domingo, o bloco irreverente reuniu simpatizantes na Avenida Amazonas em busca de mais um título
Parintins AM ─ O clima de carnaval tomou conta do trecho da Avenida Amazonas entre as ruas 31 de Março e Coronel Araújo, na noite deste domingo (09/02), com o evento pré-carnavalesco de um dos blocos mais icônicos de Parintins, O Chitara da Chapada. Foliões do bloco e simpatizantes promoveram a festa do bloco criado há 45 anos por um grupo de moradores e é um dos mais esperados no Carnailha. Neste ano a Chitara traz como tema “Alegria, a bandeira da diversidade”. A festa foi marcada por um mix musical que foi desse o pagode, brega e lógico, marchinhas do bloco animando o público marcaram os carnavais passados.
Terceiro a desfilar dos sete blocos da chave, a Chitara promete arrastar mais uma vez uma multidão no primeiro dia de desfile na Avenida Paraíba neste Carnailha 2025, promovido pela Prefeitura de Parintins. O bloco da chave irreverente, onde os foliões masculinos se travestem de mulher e as mulheres de hoje, coleciona 25 títulos, segundo seu presidente Vanildo Lavareda Anselmo Filho, embalados em marchinhas bem-humoradas.
Coube ao cantor e ex-amo do Boi Caprichoso, Rey Azevedo, abrir a noitada interpretando os grandes hits de sambas em pouco mais de uma hora de apresentação. Cyriane Souza sucedeu a Rey na parte musical, interagindo com o público presente entre uma interpretação e outra com bom humor. A rainha do bloco e figurinista do Caprichoso, Lupi Pimentel, 28, reinou durante o esquenta.
Dois foliões do bloco, Erlon Reis de Oliveira, 46 anos, residente no Residencial Vila Cristina, o “Tigrão” e folião do bloco desde 2020 e Andrey Abecassis, 36, morador na Avenida Amazonas, marcaram presença no bloco, vestidos a caráter, em um clima de descontração.

Jaércio Anselmo, Moisés Amazonas, Bruno Bulcão, Waldir Santana, Kamaxu e Paulinho Du Sagrado assinam a marchinha bem ao estilo do universo LGTBQ+, o inseriram refrão do hino do Bloco (Fantasiei meu coração, enchi a cara/ A minha fantasia é de Chitara), para mais uma vez levantar o público e arrastá-lo durante o desfile.

Em princípio, o bloco pretende desfilar com quatrocentos abadás, dos quais 200 doados pela Prefeitura, podendo esse número aumentar por conta dos patrocinadores.

O bloco foi criado em 1984 pelos moradores do entorno da antiga escadaria da Tamaquaré, segundo conta um dos fundadores e ex-presidente do Chitara, Vanildo Lavareda Anselmo, 61 anos. Ele lembra, que as primeiras alegorias eram montadas em cima de um pequeno trator, popularmente chamado de jerico. “Nós começamos com um jerico do Mundico. O Carnaval era realizado na Benjamin da Silva (Centro)”, conta. “A gente fazia por diversão. Naquele tempo era mais animado” afirmou.

Tempos depois os blocos passaram a usar triciclos ainda na Rua Benjamin da Silva que após os desfiles dos blocos estavam destroçados. Com a mudança do local dos desfiles para a Avenida Paraíba, os blocos adotaram outros meios para o desfile.